25 de set de 2008

Para Sempre Flávio Venturini .......




O Flávio do 14"



Fundada em 1979, por Flávio Venturini e Vermelho, que se conheceram na década de 60 quando serviam ao Exército e juntos ainda, vivenciaram bons momentos do Clube da Esquina, a banda mineira 14 Bis tem como uma de suas características a mistura da musicalidade mineira com o rock progressivo, além de arranjos e vocais apurados e de qualidade vindos da influência e grande admiração pelos Beatles.
O nome da banda foi dado após o grupo ter assinado contrato com sua primeira gravadora, a EMI Odeon, e surgiu depois que seus integrantes se reuníram para anotar em um papel nomes que viéssem a mente, aproveitando-se apenas aquele que seria comum à todos, num processo conhecido como brainstorm, ou "tempestade mental"... 14 BIS teve tudo a ver, também pelo fato de Alberto Santos Dumont (inventor do primeiro avião - o 14 Bis), ser mineiro assim como eles, com exceção, claro, do carioca Sérgio Magrão, contrabaixista da banda.
Há quase três décadas, mesmo com a saída de Flávio Venturini em 1987, que além de líder, era compositor e fazia a linha de frente do vocal, Vermelho, Cláudio, Hely e Magrão, continuam na estrada - com as participações mais que especiais do tecladista Sérgio Vasconcelos - com a agenda repleta de shows por todo país. A banda ainda é dona de um vasto repertório de belas canções, onde muitas delas são conhecidas até mesmo nas vozes de outros grandes artistas.
Vale ressaltar ainda que Flávio Venturini não abandonou o grupo de vez, muito pelo contrário, mesmo em carreira solo ele continua presente, ou através de composições ou participação em músicas, ou através da sua presença em shows especiais como o "Encontro Marcado" com Sá, Rodrix, Guarabyra, 14 Bis e Flávio Venturini, realizado no dia 30/05/2008 em Belo Horizonte, que diga-se de passagem, foi um show inesquecível para quem pôde presenciar, não apenas por se tratar de um grande evento, mas também por poder ver de perto o Flávio junto com o 14, afinal, todos nós fãs desejamos, quem sabe um dia, ver essa turma toda reunida novamente... ...


Por Laura Araújo ( Fã-Clube Além Paraíso)

24 de set de 2008

Discografia !!!



1979 - 14 Bis

Com grandes sucessos como Canção da América e Natural....









1980 - 14 Bis II

Bola de Meia Bola de Gude..... Caçador de Mim.... Planeta Sonho....
Nova Manhã.........



1981 - Espelho das Águas
Nos Bailes da Vida.... Mesmo de Brincadeira....


1982 - Além Paraíso
Linda Juventude...... Pequenas Coisas......
Uma Velha Canção Roch'n Roll......





1983 - A Idade da Luz

Xadrês Chinês ...... Todo Azul do Mar ..... Nave de Prata ....







1985 - A Nave Vai

Nuvens ......







1987 - Sete

Mais uma Vez ....





1987 - 14 Bis Ao Vivo




Álbum que marca a Despedida de Flávio Venturini......




1993 - Quatro por Quatro


Romance .... Dona de Mim .....









1996 - Siga o Sol


Siga o Sol.... Outra Estrada .... As Contas do Amor ....







1999 - Bis


Cd Acústico e com participações especiais.....







2000 - 14 Bis e Boca Livre ao Vivo

Este álbum, o 14 e Boca Livre cantam juntos, com canções de sucesso da Banda....




2004 - Outros Planos

Canções de Guerra .... Até o Dia Clarear .....Outros Planos .....








2007 - 14 Bis ao Vivo e DVD 14 Bis ao Vivo

Grandes sucessos!!!!!

23 de set de 2008

Hely


Hely Rodrigues, nasceu no dia 07 de março de 1948, natural de Serra do Caraça/MG. Filho de José Miguel Ferreira e Maria Agostinha Dias . Hely passou a infância e adolescência escutando Cole Porter e Gershwin. Em casa, rodas de choro aconteciam sempre, até porque seus irmãos tocavam violão, cavaquinho e gaita. Como Cláudio Venturini, também se interessou por eletrônica e cursou o CEFET. Seu gosto por percussão despontou cedo. Tocava com amigos em festinhas e adorava tocar tarol. Do tarol para a bateria foi um pulo. Com 14 anos, começou a estudar bateria com Ubadiê, um músico africano. Com 17 anos passa a tocar na noite, onde conheceu Flávio Venturini e participou do Grupo Os Turbulentos e desde então não parou mais.

Antes de entrar para o grupo 14 Bis, o baterista integrou o grupo baiano Benengó e participou da gravação do disco “Via Láctea”, de Lô Borges e “A Página do Relâmpago Elétrico” de Beto Guedes. Hely é baterista do 14 Bis desde 1980.

Vermelho

José Geraldo de Castro Moreira, o Vermelho, nasceu em Capela Nova/MG, em 27 de abril de 1949. Filho de Sebastião de Assis Moreira e Marina de Castro Moreira. Seu pai, era mestre da banda da cidade, além de comerciante, foi quem introduziu o menino no mundo da música. Com ele, Vermelho aprendeu teoria e cavaquinho, seu primeiro instrumento. Aos nove anos, Vermelho foi para o colégio interno de Borda do Campo, cidade próxima, onde recebeu uma primorosa educação musical dos padres alemães. Em 1968, o tenente Castro Moreira, ou melhor, Vermelho - cujo cabelo cor de fogo não deixava dúvidas sobre a origem seu apelido - entra no cenário musical dos Venturini. O futuro tecladista, arranjador e compositor do 14 BIS conheceu Flávio quando ambos serviam o exército. A primeira participação de Vermelho em festivais, aconteceu em 1969, no Festival Estudantil da Canção de Belo Horizonte, que abriu as portas para a convivência com aqueles jovens músicos – Beto Guedes, Lô Borges, Tavinho Moura, Toninho Horta, Túlio Mourão – que mais tarde vieram a fazer parte do Clube da Esquina. No Festival Universitário, a música "Espaço Branco" (Flávio e Vermelho) tirou o segundo lugar, defendida pelo grupo Terço em sua 1ª formação, com Sérgio Hinds, Vinícius Cantuária e Jorge Amiden. Vermelho, também, fez parte da banda baiana Bendegó. A partir de 1970, Vermelho sai rumo a Rio e a São Paulo. Participa do primeiro disco de Beto Guedes, pela EMI-Odeon, A Página do Relâmpago Elétrico e posteriormente, ao lado dos companheiros Flávio e Cláudio Venturini, Hely Rodrigues e Sergio Magrão, forma o 14 Bis, grupo onde Vermelho trabalha até hoje.

"Um pouco sobre o começo de tudo... A influência do Clube da Esquina no surgimento do 14 Bis"


Na década de 60, em meio a ditadura militar e a repressão, que contrastavam com movimentos "hippie" e "beat" que surgiam e alcançavam o auge nos EUA, a Bossa Nova já não era novidade e a Tropicália - movimento cultural contestador e vanguardista que não era exatamente uma nova modadlidade musical, mas uma renovada forma de agir e de participar do cenário cultural nacional, integrada por pessoas conhecidas da música brasileira como Caetano Veloso e Gilberto Gil - acabava de dar as caras.
Um jovem de Três Pontas foi para a capital mineira morar na Avenida Amazonas. Ele, Milton Nascimento, ou simplesmente o nosso querido Bituca, fazia parte da banda "W's Boys" em parceria com Wagner Tiso. Em BH, Milton conheceu os irmãos Borges e, juntamente com Salomão, conhecido mais pelos amigos como Lô e seu irmão Márcio Borges, entrariam para a história assim como aquela esquina da rua Paraisópolis com a rua Divinópolis, no bairro Santa Tereza.
O "Clube da Esquina" foi uma verdadeira revolução na música popular brasileira. Na verdade ele nunca chegou a ser um clube e nem foi considerado um movimento na época, mas se destacou em meio a um contexto em que se iniciava as sementes da censura. Sua formação principal foi composta por nomes como Milton Nascimento, Wagner Tiso, Márcio Borges, Toninho Horta, Fernando Brant, Nivaldo Ornelas, Paulo Braga. Um tempo mais tarde, ao estilo "Beatles", nossos queridos Flávio Venturini e Vermelho (fundadores da Banda 14 Bis), Beto Guedes, C elso Adolfo e Lô Borges, se juntaram ao Clube.
O primeiro disco do grupo, o "Clube da Esquina", foi lançado em 1972, dando sequência a um outro trabalho, o "Clube da esquina 2", em 1978.
Algum tempo depois, cada membro do Clube seguiu o seu rumo, compondo suas próprias músicas e realizando seus trabalhos, como por exemplo, a formação da banda 14 Bis, que faz sucesso desde a criação de "O Terço" e que, apadrinhado por Milton Nascimento teve seu álbum de estréia, o "14 Bis", em 1979, só que até chegar aqui, muita história, encontros e desencontros aconteceram, porém, a influência do Clube da Esquina, que abdicava do amor para falar de política e de outros temas sociais nas letras de suas músicas, permaneceu e fez com que se tornásse um dos mais importantes movimentos musicais brasileiros depois da Tropicália e, que m esmo assim, alguns ainda dizem ser musicalmente mais importante que a Tropicália.

22 de set de 2008

Sérgio Magrão

Francisco Sérgio de Souza Medeiros nasceu no Rio de Janeiro, em 26 de outubro de 1950 e é filho de Teófilo Salin e Wanda de Souza Medeiros. Sua mãe foi casada mais tarde com dois músicos que muito o influenciariam. Zequinha, falecido em 1969, conhecido como Rei do Frevo, e o trumpetista Edgar Cavalcanti, o Barriquinha. Foi Edgar quem ensinou a Magrão a teoria musical e a importância da disciplina na formação do músico. Participou de várias bandas, experimentou vários instrumentos e pensou em ser baterista, mas não aguentou muito temo devido à compleição frágil. Tinha 1,80 de altura e somente 50 Kg, justificando o apelido. Sentiu enorme afinidade pelo contrabaixo, eleito seu instrumento definitivo.No final de 1970, Magrão trabalhou como técnico de som do Terço. No Festival de Música de Juiz de Fora, em Minas Gerais, que classificava para o FIC (Festival Internacional da Canção), substitui um baixista e defende a música "Casa no Campo" de Zé Rodrix, participando da apresentação junto com Sá e Tavito. Já em São Paulo começa a trabalhar com a dupla Sá e Guarabyra no estúdio de Rogério Duprat, especializado em jingles. Após integrar o Terço com Flávio Venturini e Sérgio Hinds, Magrão se dedica a própria agência de propaganda. O 14 BIS nasce no pequeno estúdio que mantinha para gravar os jingles das campanhas.

Cláudio Venturini.....

Luis Cláudio Venturini nasceu em Belo Horizonte em 14 de agosto de 1958. Filho de Hugo Venturini e de Dalila Vieira Venturini. Como Flávio escutava muito os Beatles, apaixonou-se pelo grupo e escolheu "I need you" para sua canção preferida. Tinha forte inclinação para música. Cláudio se esforçou para encontrar um caminho próprio. A paixão pela eletrônica levou-o a estudar no Instituto Nacional de Estudos Tecnológicos(INETEC).Não era uma paixão fugaz, mas um talento que no futuro conviveria harmoniosamente com a guitarra. Essa demorou a chegar.Primeiro veio a paixão pela gaita. O interesse pelo violão substituiu a gaita, quando seu Antonio deu um Delvecchio para Flávio.
Costumava pegar o violão escondido e tirava as baladas de ouvido. Tocava com amigos, mas foi com Lô Borges que teve maior afinidade. Quando Lô seguiu para o Rio de Janeiro para gravar seu primeiro disco fez questão de chamar Cláudio para participar das gravações na EMI. A partir daí, ficou patente o talento e crescente profissionalização do caçula dos Venturinis. Sua mãe era proprietária de uma pensão onde moravam estudantes de medicina e Cláudio passou a ocupar a garagem, que virou seu quarto e estúdio. Lá aconteceram os ensaios do show “Fio da Navalha” e os ensaios de Beto Guedes, Toninho Horta e Tavinho Moura. Devido à sua experiência em eletrônica, tornou-se o operador de som oficial nos shows dos amigos.